“Essas feiras são importantes porque apoiam entidades como a Anjo de Quatro Patas e a SOS Animais, ajudando a desafogar seus espaços e a oferecer melhores condições de tratamento aos animais. Além disso, contribuem para que o município cumpra sua obrigação de cuidado com os animais de rua, promovendo esse contato direto entre instituições e população. Os animais saem daqui vacinados, castrados ou com a castração agendada, e com toda a documentação. Quando cuidamos bem de um animal em situação de rua, estamos cuidando também da saúde pública”, destacou o secretário da SDRA, Djalma Santos.
A Guarda Municipal também esteve presente, reforçando o apoio institucional. “Juntamente com o pessoal da SDRA, estamos na linha de frente dessas iniciativas. As entidades sempre solicitam nossa ajuda nos resgates, e atuamos no transporte e fiscalização de animais, tanto domésticos quanto silvestres. Quem vem adotar aqui, vem por amor. Essa feira é uma verdadeira obra de amor”, afirmou o guarda Gilberto Santos, ao lado da comandante Sandra Mara.
As entidades comemoraram os resultados. Segundo a coordenadora da SOS Animais, Helen Malusa Santos da Costa, as edições têm alcançado números expressivos. “No primeiro semestre, em dois dias, conseguimos 53 adoções de cães e gatos. Monitoramos cada caso com fichas de acompanhamento, especialmente das fêmeas que precisam de castração. Sempre terminamos cada edição felizes com os resultados”.
Para a vice-presidente da Fundação Anjo de Quatro Patas, Ivonildes Mendes Andrade dos Santos, a feira mensal já faz parte da cultura da cidade. “Além da boa localização, contamos com o apoio da comunicação da prefeitura, o que amplia o alcance da iniciativa. Em média, 90% dos animais que trazemos são adotados. Essa parceria com a SDRA é fundamental e transformadora”.
O evento se torna um momento especial, principalmente para quem abre o lar para acolher um animal adotado. “Eu tinha uma cachorrinha, a Jujuba, mas ela fugiu. Agora nós pegamos o Coquinho, um cachorrinho. Esse será meu segundo animal, gostei muito dele”, disse a pequena Lara Mariana Oliveira, que estava acompanhada da mãe, Emanuele Laiane Oliveira Silva. “Após a outra fugir, ela ficou triste, e a gente sabe que um animalzinho assim é uma companhia”, completou.
Já para Nandiele Costa Silva, a adoção representa o recomeço após a perda do antigo pet. “Meu cachorro conviveu seis anos conosco e faleceu de leucemia. Fiquei com medo de adotar outro e passar pela mesma dor, mas, com o incentivo da minha mãe, decidimos acolher mais um. Ele terá o mesmo nome, Hati, em homenagem ao nosso companheiro que se foi”, contou.
A Feira de Adoção segue como um marco em Alagoinhas, unindo instituições, poder público e comunidade em prol da causa animal, fortalecendo a cultura do cuidado e da responsabilidade com os pets.