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Governo de Sergipe e FGV Energia debatem futuro do offshore sergipano em workshop no Rio de Janeiro
Encontro reúne lideranças para alinhar estratégias sobre descomissionamento, comissionamento, atividades de operação e manutenção de plataformas e ...
20/03/2026 09h20
Por: Redação Fonte: Secom Sergipe

O Governo de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec) e da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de Sergipe (Agrese), promove, no dia 31 de março, o Workshop de Descomissionamento, Comissionamento, Operação e Logística Offshore. O evento, realizado no Rio de Janeiro, acontece em parceria com o Centro de Estudos de Energia da Fundação Getulio Vargas (FGV Energia).

A iniciativa tem como objetivo apresentar as demandas técnicas, industriais e logísticas associadas às atividades de descomissionamento de plataformas em águas rasas e ao comissionamento do Projeto Sergipe Águas Profundas (Seap), bem como o potencial do estado para os próximos dez anos. O evento abordará os desafios e oportunidades desse novo ciclo, reunindo operadoras, prestadoras de serviços, fornecedores especializados, entidades setoriais e representantes institucionais em um diálogo estratégico alinhado à agenda da transição energética e à garantia da segurança energética no país.

Entre as autoridades e palestrantes confirmados estão Valmor Barbosa Bezerra, secretário da Sedetec; Pietro Mendes, diretor da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP); Sylvia Anjos, diretora Executiva de Exploração e Produção da Petrobras; Cesar Cunha, gerente Executivo de Águas Ultraprofundas da Petrobras; Carlos Castilho, gerente Geral de Projetos de Descomissionamento da Petrobras; Stenio Galvão, gerente Executivo de Terra e Águas Rasas da Petrobras; Vaney Cunha, gerente Executivo de Logística de Exploração e Produção da Petrobras; e Fábio Marchiori, CEO da VLI.

Contexto

Diante de um conjunto de oportunidades relacionadas a projetos do setor de energia para o fortalecimento da infraestrutura portuária e logística, Sergipe se consolida como destino prioritário para fornecedores e prestadores de serviços da cadeia de óleo e gás, incluindo investimentos em infraestrutura offshore. O estado também se prepara para o descomissionamento de 26 plataformas em águas rasas, com investimentos previstos de cerca de R$ 9 bilhões até 2029 segundo a ANP, abrindo uma fronteira para a indústria naval, de serviços e logística por um período esperado de 10 anos até a conclusão do processo.

Um novo salto também é esperado com o Projeto Sergipe Águas Profundas, da Petrobras, que, a partir de 2030, adicionará 240 mil barris de petróleo/dia e 18 milhões de m³ de gás natural por dia à oferta nacional — volume equivalente a 20% da produção atual do país. O período estimado de cinco anos para o comissionamento do Seap, mais os 25 anos de sua operação, reforçam o ciclo duradouro para a cadeia de petróleo e gás no estado.

De acordo com o secretário da Sedetec, Valmor Barbosa, Sergipe vive um momento bastante significativo no que se refere à cadeia de petróleo, gás natural e energias. “De um lado, temos o prenúncio de uma nova fase a partir do Seap e, de outro, o encerramento de ciclos por meio do descomissionamento de plataformas. Também recebemos a notícia sobre o Leilão de Reserva de Capacidade do Ministério de Minas e Energia, que trará mais uma usina térmica para Sergipe. Ou seja, é mais geração de energia e mais consumo de gás, e o Seap será muito útil no abastecimento dessas térmicas. Nesse cenário, estamos investindo na preparação do estado para ampliar nossa competitividade e atrair investimentos. O Workshop é uma oportunidade de colocar isso em prática”, afirma. 

Estudos da FGV Energia indicam que o impacto econômico será transformador: a cada R$ 1 bilhão investido no desenvolvimento da produção em águas profundas, gera-se R$ 1,43 bilhão em valor bruto da produção, R$ 1,26 bilhão no PIB e até 6,6 mil empregos diretos, indiretos e induzidos somente em território sergipano. Paralelamente, esforços voltados à expansão industrial, como a implantação de uma Zona de Processamento de Exportação (ZPE) e a atração de empresas intensivas em energia, como o projeto de data center em estudo de implantação, exigirão uma infraestrutura portuária robusta e adaptada às novas demandas energéticas, incluindo combustíveis sustentáveis e energias renováveis.