Cidades Rio
Alunos de Vilas Olímpicas sonham com o futuro na Copa do Mundo a um mês da estreia do Brasil
A um mês da estreia da seleção brasileira na Copa do Mundo masculina de futebol, o sonho de viver a experiência de disputar as próximas edições do ...
13/05/2026 14h18
Por: Redação Fonte: Prefeitura do Rio de Janeiro - RJ

A um mês da estreia da seleção brasileira na Copa do Mundo masculina de futebol, o sonho de viver a experiência de disputar as próximas edições do principal torneio da modalidade está vivo para quem é atendido pelas Vilas Olímpicas da Secretaria Municipal de Esportes do Rio de Janeiro. De crianças e adolescentes que já se destacam no esporte aos alunos simplesmente apaixonados pelo universo futebolístico, é grande a expectativa com o Mundial que começa no dia 11 de junho.

— As políticas públicas da secretaria possibilitam que os nossos alunos vejam o esporte de alto rendimento como uma realidade. São 28 aparelhos distribuídos pelo município com diferentes modalidades e atividades diversificadas, inclusive o futebol. Isso também ajuda a cidade a ficar no clima de grandes eventos, como a Copa do Mundo —, afirma o secretário de esportes Bruno Ramos. A edição deste ano será realizada nos Estados Unidos, no Canadá e no México.

O pequeno Pedro Lopes, de 7 anos, não para de pensar nos principais craques do planeta e nas partidas emocionantes que vão se espalhar pelo calendário até a decisão do torneio, previsto para 19 de julho no MetLife Stadium, em Nova Jersey. O aluno da Vila Olímpica Jorginho da SOS, no Complexo do Alemão, espera grandes atuações da seleção brasileira na competição: afinal, o único país com cinco conquistas de Copa do Mundo pode trazer da América do Norte o troféu novamente após 24 anos sem títulos.

— Eu acho, sim, que o Brasil tem chance de ser campeão. Tem bons jogadores para isso. Acredito que o Vinícius Júnior deve ser o melhor jogador do time na Copa, porque ele já foi até o melhor do Mundo! —, defende Pedro. A modalidade exerce ainda a função de integrar o menino à turma durante o período da infância. — Gosto muito de jogar com meus amigos, ajudar meu time e fazer gol. Adoro dar dribles —, conta.

Bruna Lopes, mãe de Pedro, relata que o amor pelo futebol fez com que a dedicação se tornasse cada vez maior. O menino agora também treina no Madureira Esporte Clube, time tradicional da Zona Norte da cidade — o desempenho com os alunos da mesma idade e os elogios que tem despertado estimulam o sonho de que, no futuro, a promessa da Vila Olímpica do Complexo do Alemão represente o Brasil em um Mundial.

— Sempre foi muito fanático por bola, ficava brincando com o pai em casa. Com o Mundial de 2026, ele vai ter uma visão melhor do que é a competição. No último, o Pedro era pequeninho. Acredito que não tenha muitas lembranças. Agora está empolgado, quer muito ver os jogos. Ele sonha em atuar num time grande. Fala sempre de se tornar um jogador profissional.

O caminho da seleção brasileira no Mundial se inicia contra o time que representa o Marrocos no próximo dia 13, no mesmo estádio da final em julho. Ainda na primeira fase, haverá partidas contra Haiti, em 19 de junho, e Escócia, cinco dias depois. Enquanto isso, quem também sonha com a Copa do Mundo é Kayke dos Santos, de 15 anos. O aluno da Vila Olímpica Apolinho, na Gamboa, na região portuária, já disputa torneios pelo America Football Club e também persegue o objetivo de se profissionalizar.

— Estou na Vila desde o ano passado, com ótimos professores e boa estrutura. Isso ajuda na rotina, consigo ter mais treinos, melhorar a parte física e conviver com outros meninos que também querem evoluir, o que auxilia no meu desenvolvimento —, explica Kayke, que cultiva o sonho de um dia entrar em campo com a camisa da seleção ao lado de destaques do país na Europa, a exemplo de Rodrygo e Raphinha. O aluno da Vila Olímpica da Gamboa está otimista com a campanha dos atletas sob o comando do treinador italiano Carlo Ancelotti.

Adailton Souza, tio do adolescente, explica que desde cedo o dia a dia sempre foi repleto de futebol. Já na infância a frequência com que jogava com os amigos exigia que a família sempre repusesse peças do uniforme, que gastavam de tanto usar. Atualmente, o esporte se apresenta como uma alternativa para Kayke, que além de estabelecer como meta chegar ao profissional como atleta de alto rendimento também vivencia a modalidade como ferramenta de transformação da realidade e de socialização com colegas.

— O convívio na Vila Olímpica é muito bom, porque ocupa e preenche a mente e a rotina deles. Aqueles momentos em que os meninos estão lá são certos, eles vão todos os dias para participar dos treinos e fazer parte dos projetos. Tudo isso se junta com a escola e com os outros lugares em que eles jogam. O futuro é Deus que escolhe, mas quem sabe se dessa paixão pelo futebol não sai uma profissão ligada ao esporte? —, reflete Adailton.

As vilas olímpicas terminaram o primeiro trimestre de 2026 com 55.937 alunos e uma equipe composta por 486 professores de Educação Física contratados. Atualmente, são 19 as unidades que oferecem aulas de futebol: Clara Nunes em Acari, Mané Garrincha no Caju, Jorginho da SOS no Complexo do Alemão, Aldo Miccolis no Encantado, Apolinho na Gamboa, Félix Mieli Venerando em Honório Gurgel, Nilton Santos na Ilha do Governador, Seu Amaro no Complexo da Maré, Artur da Távola em Vila Isabel, Piscinão de Ramos e Mangueira, na Zona Norte; Doutor Sócrates Brasileiro em Pedra de Guaratiba, Oscar Schmidt em Santa Cruz, Jornalista Ary de Carvalho na Vila Kennedy, na Zona Oeste; Adílio no Vidigal, na Zona Sul; além do Parque Olímpico na Zona Sudoeste, da Cidade das Crianças e do Centro Esportivo Miécimo da Silva da zona oeste, e do Parque Machado de Assis da região portuária.

Para se inscrever nas turmas de futebol, é preciso procurar cada unidade para saber se há vagas disponíveis na faixa etária do seu interesse. Na Gamboa, por exemplo, o atendimento ocorre das terças às sextas-feiras, das 8h às 17h. Já no Complexo do Alemão a secretaria está aberta das segundas às sextas-feiras, das 9h às 18h.