O Arraiá do Povo iniciou, nessa sexta-feira, 29, com a marca da inclusão e cidadania. Na edição deste ano, os festejos ganharam ainda mais significado ao ampliar ações voltadas à garantia de direitos e acessibilidade, assegurando que diferentes públicos possam viver a experiência junina com respeito, dignidade e pertencimento.
Em 2026, a Secretaria de Estado da Assistência Social, Inclusão e Cidadania (Seasic) retomou os serviços do espaço multisensorial, beneficiando, principalmente, pessoas neurodivergentes e com Transtorno do Espectro Autista (TEA), além dos intérpretes de Libras, que promovem um verdadeiro show de inclusão na comunicação entre pessoas surdas e ouvintes, tanto no Camarote da Acessibilidade quanto nos palcos.
A secretária Érica Mitidieri destacou o papel imprescindível da Assistência Social para garantir inclusão, acessibilidade e oportunidades para que ninguém fique de fora de momentos tão importantes que dignifiquem a identidade cultural do nosso estado. “Nosso compromisso é fazer do Arraiá do Povo um espaço cada vez mais humano, acolhedor e acessível para todos. Todos os ambientes que trouxemos, como o Camarote da Acessibilidade e o espaço multisensorial são espaços construídos com carinho, respeito e responsabilidade social, que fortalecem a inclusão e a cidadania”, declarou.
O Camarote da Acessibilidade foi amplificado, neste ano. Pensando em um espaço mais amplo, a Seasic duplicou a capacidade do camarote que, agora, comporta até 300 pessoas com o acesso destinado a pessoas com deficiência e para o público idoso, este sendo uma novidade da edição. A ideia é que ambos os públicos possam acompanhar os shows e a programação do Arraiá do Povo com conforto, segurança e estrutura adequada. O espaço oferece acessibilidade, melhor visibilidade e acolhimento, garantindo que o acesso à cultura e ao lazer seja efetivamente ampliado para todos.
Creuza Maria Rosa é pessoa com deficiência (PcD) e veio de Curitiba conhecer o Arraiá do Povo. "Estou maravilhada com essa festa linda. Gostei muito do camarote. Bem localizado, confortável e ótimo pra gente apreciar os shows", destacou.
Cleverton de Andrade é surdo, mas também curtiu a festa com auxílio do intérprete de libras. Ele contou que, ano passado, também esteve no Arraiá, gostou e voltou. Além disso, recomendou o evento para outros amigos surdos, por entender que o espaço é alimente inclusivo. Todo seu depoimento foi interpretado por Áquila Barbosa, que contou um pouco da experiência. "É um trabalho super essencial e que inclui pessoas que, antes, eram excluídas e não tinham essa oportunidade de assistir um espetáculo com ajuda dos intérpretes. É muito gratificante", externou.