Os primeiros meses de vida de um bebê costumam ser cercados de dúvidas, inseguranças e cuidados intensificados por parte das famílias. Pensando nisso, o Instituto de Promoção e de Assistência à Saúde de Servidores do Estado de Sergipe (Ipesaúde) orienta pais e responsáveis sobre os cuidados necessários com recém-nascidos, reforçando a importância do acompanhamento pediátrico e do equilíbrio entre proteção e excesso.
Pediatra do Ipesaúde, Carla Virgínia destaca que o acompanhamento médico nos primeiros meses é essencial para avaliar o crescimento e o desenvolvimento infantil. “É a partir de cada consulta dessas que a gente vai ver, por medidas antropométricas, com a avaliação do peso, da estatura e do perímetro cefálico, se o crescimento daquele bebê está sendo adequado para cada uma das faixas mensais e também o neurodesenvolvimento”, explica.
A médica também ressalta que o acompanhamento vai além dos cuidados imediatos e influencia diretamente a saúde futura da criança. “Nos primeiros dois anos, que a gente chama, na verdade, de os primeiros 1.000 dias, desde a concepção do bebê até os 2 aninhos, vai ser estruturada a programação metabólica daquela criança. Então, o pediatra vai orientar também do ponto de vista nutricional”, afirma.
Visitas a recém-nascidos
Sobre as visitas aos recém-nascidos, Carla Virgínia pontua que é importante avaliar o contexto e a intenção da presença de outras pessoas nesse período. “A visita é bem-vinda se ela for da rede de apoio daquele bebê, daquela mãe ou daquele pai. Então, se for uma visita para ajudar nos afazeres da casa, para deixar a mãe descansar, para que ela consiga produzir melhor, tudo bem. Mas, se é só por curiosidade, o ideal é que a pessoa aguarde”, orienta.
A beneficiária Camila Cristina, de 28 anos, grávida do segundo filho e mãe de uma criança de três anos, relembra os desafios vividos na primeira experiência com a maternidade. Segundo ela, o receio com doenças respiratórias influenciou diretamente nos cuidados adotados em casa. “Meu primeiro filho ficou gripadinho ainda com um mês. Foi horrível, angustiante. Então agora quero evitar o máximo de visitas, principalmente até tomar as vacinas”, contou.
A experiência também foi marcada por inseguranças para Anne Caroline, de 32 anos, mãe de Joaquim, de nove meses. Ela afirma que o apoio da família e o acompanhamento pediátrico foram fundamentais durante o processo de adaptação à maternidade. “As duas primeiras semanas foram mais difíceis, mas, com o passar do tempo, fui compreendendo o jeitinho dele. Minha mãe e meu marido me ajudaram muito”, relatou.
Anne explica que preferiu limitar as visitas e evitar locais fechados nos primeiros meses de vida do filho. “Visitas de pessoas sem ser da família só depois de cinco ou seis meses. Também evitamos sair para locais fechados até os seis meses”, disse.
Dúvidas comuns entre os pais
A pediatra Carla Virgínia também esclarece dúvidas comuns sobre a rotina e a proteção do recém-nascido, especialmente nos primeiros meses de vida. Segundo a especialista, alguns cuidados simples ajudam a reduzir riscos sem necessidade de excessos.
“Beijo no recém-nascido pode transmitir algumas doenças e até causar processos alérgicos pelo contato com cosméticos e perfumes. Já a lavagem das mãos com água e sabão antes de tocar no bebê é suficiente. Ventilador e ar-condicionado não são vilões, desde que estejam limpos e higienizados adequadamente”, orienta a médica.
Atendimento infantil
Além dos cuidados diários, especialistas reforçam que o acompanhamento pediátrico é essencial em todas as fases do desenvolvimento infantil. No Ipesaúde, os beneficiários contam com atendimento em Pediatria na sede do instituto, na Rua Campos, nº 177, Bairro São José, em Aracaju, de segunda a sexta-feira, das 7h às 18h. Já a Urgência Pediátrica 24h, para crianças de até 13 anos e 11 meses, funciona no Hospital Renascença, situado na Av. Gonçalo Rolemberg Leite, nº 1490, Bairro Salgado Filho, Aracaju.