Programa itinerante leva prevenção à esquistossomose ao Guamá
Primeira edição do Programa Municipal de Controle da Esquistossomose Itinerante foi realizada na ESF Riacho Doce, no Guamá, nesta quinta-feira.
23/07/2026 16h01
Por: RedaçãoFonte: Agência Belém
Educação em saúde, prevenção e orientação marcaram aprimeira edição do Programa Municipal de Controle da Esquistossomose (PMCE) Itinerante, realizada nesta quinta-feira (23) na Estratégia Saúde da Família (ESF) Riacho Doce, no bairro do Guamá. A ação da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) levou à comunidade atividades educativas voltadas à prevenção da doença e de outras verminoses.
Durante a programação, moradores receberam orientações sobre as formas de transmissão, prevenção e controle da doença, aprenderam em uma exposição educativa de moluscos de importância em saúde pública, tiveram acesso a materiais informativos e puderam esclarecer dúvidas diretamente com a equipe técnica do PMCE.
Crédito: Giordano Bruno
A coordenadora da Referência Técnica de Esquistossomose da Sesma, Joelma Barbosa, destacou que a informação é uma das principais ferramentas para reduzir o risco de transmissão da doença e fortalecer o diagnóstico precoce.
Foto: Reprodução/Agência Belém
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Maria Antônia Siqueira, secretária do lar e moradora da área atendida pela ESF Riacho Doce, destacou a importância da ação para ampliar o conhecimento da população sobre a doença.
Foto: Reprodução/Agência Belém
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Enio Carvalho, autônomo e usuário da ESF Riacho Doce, também destacou a importância da atividade.
Foto: Reprodução/Agência Belém
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Durante a ação, a equipe do PMCE também reforçou orientações sobre medidas preventivas, como evitar o contato com áreas de risco, manter cuidados de higiene e adotar proteção adequada em locais alagados ou com condições favoráveis à transmissão da doença.
Vigilância permanente
A ação também reforçou a importância do trabalho contínuo desenvolvido pelo Programa Municipal de Controle da Esquistossomose em Belém. Entre 2024 e julho de 2026, o PMCE realizou 9.359 exames coproparasitológicos, identificando 191 casos positivos para Schistosoma mansoni.
Nesse período, foram registrados 44 casos positivos em 2024, contra 74 em 2025 e 73 em 2026. Os dados reforçam a necessidade de manter e ampliar as estratégias de vigilância, prevenção, diagnóstico precoce e educação em saúde.
Além da esquistossomose, a programação também abordou outras doenças parasitárias, reforçando a importância de hábitos preventivos e dos cuidados com a saúde para reduzir o risco de transmissão dessas doenças no município.
O que é a esquistossomose?
É uma doença parasitária causada pelo parasita Schistosoma mansoni. O ciclo da doença envolve caramujos do gênero Biomphalaria, que atuam como hospedeiros intermediários. A transmissão ocorre quando a pessoa entra em contato com água contaminada pelo parasita, presente em locais como valas, canais, igarapés e rios.
Os principais sintomas da esquistossomose são coceira na pele, febre, dor abdominal, diarreia (às vezes com sangue), tosse, aumento do fígado e do baço e inchaço abdominal.
Serviço
Em caso de suspeita: Procure uma unidade de saúde para realizar o diagnóstico e iniciar o tratamento. O PMCE faz exames gratuitos na sede do programa, localizada na avenida Romulo Maiorana, 552, entre as travessas do Chaco e Curuzu, no bairro do Marco. Para o atendimento, é necessário apresentar documento oficial com foto. Mais informações : pcebelem@sesma.pmb.pa.gov.br
Como notificar: Encontrou caramujos do gênero Biomphalaria? A população deve comunicar o Programa Municipal de Controle da Esquistossomose (PMCE) pelo e-mail pcebelem@sesma.pmb.pa.gov.br, sempre que encontrar caramujos em poças, valas ou córregos próximos às residências.