Cidades Alagoinhas - BA
Rede de proteção fortalece atendimento e garante suporte às mulheres em Alagoinhas
Alagoinhas conta com uma rede estruturada de equipamentos e serviços voltados à proteção e ao atendimento das mulheres, reunindo assistência soc...
31/08/2026 15h05
Por: Redação Fonte: Prefeitura de Alagoinhas - BA

Alagoinhas conta com uma rede estruturada de equipamentos e serviços voltados à proteção e ao atendimento das mulheres, reunindo assistência social, segurança pública, Justiça, saúde e políticas de promoção dos direitos. A atuação integrada busca garantir que a mulher em situação de violência encontre acolhimento, orientação e acompanhamento desde o primeiro atendimento até a superação do ciclo de violência e a retomada da autonomia.

Entre os equipamentos e serviços disponíveis no município estão o Centro de Referência da Mulher (CRM), a Patrulha Maria da Penha, a Sala Lilás Do Departamento de Polícia Técnica (DPT), a Diretoria e a Gerência de Políticas para as Mulheres, além do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, a Casa de Acolhimento e o Centro de Ensino Profissionalizante da Assistência Social (Cepas). A rede também conta com a atuação do Ministério Público, Defensoria Pública, Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) e demais órgãos que integram o fluxo de proteção.

Para a superintendente de Prevenção e Enfrentamento a Violência contra as Mulheres do Estado, Ana Clara Auto, a articulação entre os diferentes setores é fundamental para que a mulher tenha acesso efetivo aos seus direitos. Na Bahia, a rede estadual reúne 12 varas especializadas em violência doméstica, o Núcleo de Violência de Gênero (NEVID), da Promotoria; o Núcleo de Defesa das Mulheres (NUTEN), da Defensoria Pública; além das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs) e dos Núcleos de Atendimento às Mulheres (NEAMs), que atualmente somam 20 unidades.

“Uma rede de proteção efetiva não é formada apenas pela existência dos equipamentos, mas pela capacidade de eles dialogarem entre si. Alagoinhas apresenta uma estrutura bastante completa e se consolida como referência regional, oferecendo diferentes portas de entrada para que a mulher possa buscar ajuda. O nosso desafio é garantir que esse atendimento seja cada vez mais integrado, acolhedor, sigiloso e especializado”, destacou Ana Clara.

No estado, também existem 108 Organismos de Políticas para as Mulheres e 40 Centros de Referência de Atendimento à Mulher (CRAMs), que funcionam como portas de entrada para o atendimento multidisciplinar e o acompanhamento necessário para o rompimento do ciclo de violência.

A diretora de Políticas para Mulheres e Direitos Humanos, Elbênia Ramos, destaca que a consolidação da rede em Alagoinhas é resultado de uma construção coletiva que vem sendo fortalecida ao longo dos anos, com participação fundamental do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher. “Alagoinhas é uma referência para o território do Litoral Norte e Agreste Baiano porque possui uma rede estruturada. Essa construção não começou agora. Ela vem sendo fortalecida desde 2018, especialmente a partir da atuação do Conselho, e hoje conseguimos perceber uma rede organizada, com equipamentos e equipes preparadas para atender”, afirmou.

Segundo Elbênia, a procura de outros municípios por informações sobre a estrutura de atendimento de Alagoinhas demonstra a importância do trabalho desenvolvido. “Quando outros municípios nos procuram para entender como a nossa rede está organizada e como podemos contribuir para que eles também avancem, percebemos ainda mais o valor do que foi construído aqui”, completou a diretora.

A secretária de Desenvolvimento Social, Lianne Carmo, explica que, além de possuir diferentes serviços, o município trabalha para aperfeiçoar o fluxo entre os equipamentos, evitando que a mulher precise repetir sua história diversas vezes e garantindo que cada necessidade seja encaminhada ao serviço adequado.

“Alagoinhas tem uma rede de proteção muito completa, mas o nosso objetivo agora é fortalecer ainda mais a interligação entre esses serviços. Estamos construindo e aperfeiçoando um fluxo para que, independentemente da porta de entrada, essa mulher seja encaminhada de forma segura e rápida para o atendimento de que necessita, seja uma medida protetiva, acompanhamento psicológico, orientação jurídica, atendimento de saúde ou suporte para questões relacionadas aos filhos”, explicou.

A proposta é capacitar os profissionais que atuam na rede para que o atendimento aconteça de forma integrada e humanizada. A mulher deve ser acompanhada considerando as diferentes dimensões da violência e suas necessidades individuais, incluindo o fortalecimento emocional, a proteção dos filhos, o acesso à Justiça e a reconstrução da autonomia financeira e pessoal.

A integração dos equipamentos representa, portanto, uma estratégia para garantir que a mulher não esteja sozinha diante da violência. Em Alagoinhas, o fortalecimento da rede busca assegurar acolhimento, proteção e acompanhamento, criando condições para que cada mulher possa reconstruir sua trajetória com dignidade, segurança e autonomia.

Fotos: Bruno Dantas / Secom