No Dia Mundial de Conscientização do Autismo, 2 de abril, a Secretaria de Saúde montou, nas Unidades Básicas de Saúde, salas de espera temáticas voltadas à sensibilização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA).
A objetivo da ação foi promover o diálogo, tirar dúvidas e fornecer informações sobre o autismo para os usuários dos serviços de saúde do município. Mônica Moraes, diretora da Atenção Básica, afirmou que “é importante utilizar espaços oportunos para ampliar o conhecimento da população sobre o TEA, promovendo a empatia, a inclusão e a reflexão sobre as diversidades”. Segundo ela, “as famílias que têm um membro com autismo enfrentam diversos desafios, tanto emocionais quanto práticos, especialmente em relação à garantia de direitos e benefícios”.
Nas salas de espera foram abordados temas relacionados ao autismo, como sinais, a importância do diagnóstico precoce e a inclusão social das pessoas com TEA. Enfermeiros, técnicos de enfermagem e agentes comunitários de saúde orientaram sobre como identificar possíveis sinais do transtorno e como os familiares e a sociedade em geral podem apoiar essas pessoas de forma eficaz e acolhedora.
A técnica de enfermagem Soane Campos foi uma das palestrantes na unidade de saúde de Alagoinhas Velha e ressaltou a importância do trabalho feito pelos profissionais da Atenção Básica no contexto do autismo. “O nosso papel fundamental é ter o contato inicial com esse paciente e com suas famílias, fazendo o devido acolhimento e os encaminhamentos necessários para o atendimento com outras especialidades de saúde”, explica.
Gilmara de Jesus, dona de casa, foi à UBS de Alagoinhas Velha para realizar um exame preventivo e, enquanto aguardava atendimento, acompanhou a palestra. Ela, que é mãe de uma menina de 17 anos com autismo, destacou a importância de ter informações sobre o tema, diminuindo o desconhecimento e o estigma que ainda envolve o transtorno.
“Eu demorei alguns anos para procurar ajuda profissional e ter o diagnóstico da minha filha, que tem nível três de suporte. Naquela época, a gente tinha poucas informações sobre isso. Quanto mais se fala sobre o assunto, melhor”, acrescenta Gilmara.
De acordo com Mônica, Alagoinhas vem avançando na assistência a pessoas com autismo. As equipes de saúde da família são responsáveis por encaminhar crianças diagnosticadas ou com suspeita de TEA para o programa de atendimento multiprofissional, que funciona na Policlínica Municipal.
Mín. 22° Máx. 31°