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Cerca de 30% da população brasileira tem joanete

Em um estudo recente, o Prof. Dr. Gabriel Ferraz, ortopedista especialista em cirurgia minimamente invasiva do pé, avaliou o uso de guias customiza...

03/04/2025 às 16h43
Por: Redação Fonte: Agência Dino
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Acervo Gabriel Ferraz
Acervo Gabriel Ferraz

Em torno de 30% dos brasileiros sofrem com hálux valgo, com deformidade no primeiro dedo do pé. A patologia é conhecida popularmente como joanete e pode ocasionar a degeneração da articulação deste dedo e resultar na deformidade protuberante.

As informações são da Associação Brasileira de Medicina e Cirurgia do Tornozelo e Pé (ABTPé) e também dão conta de que doenças degenerativas, como artrite reumatoide, hereditariedade e alterações neurológicas, como derrame e paralisia cerebral são os principais fatores que contribuem para a condição de saúde.

O Prof. Dr. Gabriel Ferraz Ferreira, Ortopedista, Cirurgião de Pé e Tornozelo e especialista em cirurgia minimamente invasiva, publicou um estudo de viabilidade técnica que descreve a cirurgia minimamente invasiva para correção do hálux valgo, usando um guia de instrumentação cirúrgica impresso em 3D.

A osteotomia é um procedimento cirúrgico para realinhar o hálux (dedo maior do pé), como nos casos de correção das joanetes. Segundo o ortopedista, a inovação estudada é um guia feito sob medida para cada paciente.

“O estudo publicado analisou a eficácia dos guias 3D na cirurgia do hálux valgo. A gente ‘opera’ o paciente por computador e imprime o guia customizado para ser usado durante o procedimento cirúrgico. Nós praticamente operamos a paciente antes do procedimento cirúrgico por meio de softwares específicos”, elucida o especialista.

Dr. Gabriel esclarece que guias cirúrgicos são ferramentas que ajudam os cirurgiões a realizarem cirurgias com maior precisão e segurança. De acordo com ele, as ferramentas são fundamentais para a realização de procedimentos minimamente invasivos, são confeccionadas com base em informações obtidas por exames de imagem e utilizadas para marcar o local das intervenções.

“Guias cirúrgicos são projetados para se encaixar na anatomia do paciente, orientando cortes, perfurações ou outras intervenções necessárias durante o procedimento cirúrgico. A impressão 3D permite a criação de guias cirúrgicos precisos e personalizados para as necessidades individuais de cada paciente”, afirma o cirurgião.

Conclusões do estudo publicado

Em sua pesquisa, Dr. Gabriel Ferraz relata que um guia cirúrgico de instrumentação, específico do paciente, é impresso em 3D depois de um planejamento pré-operatório, com base na reconstrução por Tomografia Computadorizada (TC) 3D.

“Um modelo 3D do pé é criado a partir das tomografias computadorizadas utilizando um programa específico. Em seguida, um software de desenho assistido por computador é utilizado para planejar a osteotomia ideal e a correção da deformidade”.

Um único guia é projetado a partir da osteotomia, da correção da deformidade e da colocação dos parafusos como planejado. Os guias cirúrgicos são fabricados com resina biocompatível por meio de uma impressora 3D, sendo uma parceria entre a Hefesto Medtech e a ba.io.

“O guia se acopla ao pé da paciente e permite demarcar o local exato da osteotomia, auxiliando na passagem dos parafusos”.

No artigo científico publicado na Archives of Orthopaedic and Trauma Surgery, o médico descreve os guias - específicos para o paciente - impressos em 3D, na correção minimamente invasiva das joanetes, descrevendo as diversas vantagens.

“Com a impressão 3D, conseguimos planejar cada cirurgia de forma individualizada, o que torna a correção do hálux valgo mais precisa e previsível, reduzindo o tempo cirúrgico e melhorando os resultados, com maior segurança no procedimento”.

O cirurgião aponta, ainda, outras vantagens, incluindo maior precisão na colocação dos parafusos, tempo cirúrgico reduzido, menor exposição à radiação, maior segurança do procedimento e redução na curva de aprendizado. “A tecnologia também permite menor agressão aos tecidos, menor dor pós-operatória e recuperação mais rápida na correção da deformidade”.

A análise concluiu que estudos futuros são essenciais para comprovar a aplicabilidade da técnica na prática clínica atualmente, e estabelecer principalmente a viabilidade econômica. O médico destaca que o estudo serve como uma perspectiva inicial e indica a necessidade de novos esforços quanto à inovação no futuro.

Para mais informações, basta acessar: https://joanetes.com.br/

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