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São João de Alagoinhas: delícias juninas são fonte de renda e inspiração para pequenos negócios

Quando o mês de junho se aproxima, o cheiro no ar fica diferente. O friozinho da noite convida a compartilhar momentos à beira da fogueira, degus...

12/06/2025 às 16h21
Por: Redação Fonte: Prefeitura de Alagoinhas - BA
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Foto: Reprodução/Prefeitura de Alagoinhas - BA
Foto: Reprodução/Prefeitura de Alagoinhas - BA

Quando o mês de junho se aproxima, o cheiro no ar fica diferente. O friozinho da noite convida a compartilhar momentos à beira da fogueira, degustando as delícias que só se encontram com fartura nessa época do ano. É tempo de São João! E se tem algo mobiliza e une as pessoas nesse período é a comida. A culinária junina é mais do que acompanhamento para o arrasta-pé: ela é protagonista do festejo. Canjica, bolo de milho, mungunzá, pamonha, milho assado, bolo de aipim, amendoim… A lista é longa e apetitosa. Para muitos, é o motivo principal da contagem regressiva para os festejos juninos.

Que o diga Gicelma da Silva, boleira do bairro de Santa Terezinha, que há nove anos faz da culinária junina sua grande aliada. Entre panelas e assadeiras, ela não só alegra a vida dos outros, como também construiu sua história de conquistas. Foi com a venda das delícias típicas que realizou, entre outros, o sonho de ter sua casa própria.

Durante o ano inteiro, na cozinha de Gicelma prodomina o cheiro da sua famosa canjica de milho. Mas quando chega o mês de maio, o ritmo muda. É quando ela aumenta a produção e acrescenta ao cardápio bolo de milho, pamonha, mingau de milho, mungunzá, bolo de arroz, bolo de tapioca e bolo de aipim; tudo para atender aos clientes que procuram pelos típicos pratos juninos.

“São João, para mim, é a melhor época do ano. Eu fico esperando o ano inteiro para ela chegar. Quando faço aniversario, em abril, tenho mais um motivo para comemorar, pois sei que o São João já está chegando e a demanda por meus produtos já começa a aumentar”, disse, sorrindo.

E a demanda realmente cresce: no período junino, os pedidos triplicam, e o rendimento também. A boleira conta com a ajuda de quatro colaboradoras durante toda a temporada. E, na véspera de São João, a cozinha vira um verdadeiro arraial de trabalho, com dez pessoas virando a noite para atender aos pedidos. Só de canjica, são cerca de 700 unidades vendidas. Além de garantir sua renda, Gicelma gera ganhos para quem está ao seu redor; e isso, para ela, é um orgulho.

A história de Gicelma se parece com a de tantas outras pessoas que veem na culinária junina uma oportunidade de ter uma renda extra e se preparam para a temporada em que conseguem obter bons lucros. Além do setor hoteleiro, de eventos e do comércio, a venda de comidas típicas também aquece a economia da cidade durante os festejos.

É o São João, festa que se saboreia com todos os sentidos e movimenta a vida na cidade.

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