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MPBA participa de Fórum Regional Ancestral do Sul e Extremo Sul para fortalecer proteção aos povos originários

O Ministério Público do Estado da Bahia, por meio do Núcleo de Tratamento de Conflitos Agrários e Fundiários (Nuaf), integrou a programação do Fóru...

18/09/2025 às 12h19
Por: Redação Fonte: MP - BA
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Foto: Reprodução/MP - BA
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O Ministério Público do Estado da Bahia, por meio do Núcleo de Tratamento de Conflitos Agrários e Fundiários (Nuaf), integrou a programação do Fórum Regional Territorial Ancestral do Sul e Extremo Sul da Bahia, realizado entre os dias 2 e 5 deste mês, nos Territórios Indígenas Barra Velha e Cumuruxatiba e reuniões em Porto Seguro, no sul do estado.

“É essencial que o Ministério Público atue cada vez mais em defesa dos direitos dos povos e comunidades tradicionais, que historicamente têm sido invisibilizados. A realidade no Sul e Extremo Sul da Bahia é marcada por conflitos complexos, e isso exige um grande investimento das instituições”, destacou a promotora de Justiça Luciana Khoury. Ela e o promotor de Justiça Rui César Farias, integrantes do Nuaf, participaram do Fórum junto com líderes das comunidades indígenas e de representantes de órgãos federais, estaduais e da sociedade civil.

Foto: Reprodução/MP - BA
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O objetivo foi discutir estratégias de enfrentamento aos conflitos fundiários e garantir a proteção aos direitos dos povos originários. Os promotores de Justiça reforçaram o papel do MPBA na mediação de conflitos e no apoio às promotorias locais em demandas ligadas à demarcação e à regularização de terras indígenas. Durante a reunião, uma atividade de mapeamento territorial foi conduzida por meio de uma dinâmica de grupo com divisão dos participantes em quatro temas - Ameaças ao meio ambiente; ameaças de reintegração de posse; vulnerabilidade em segurança pública (locais de ocorrências de violências, ameaças e com risco); e projetos de referência em economia indígena. Além disso, também foi feita a revisão do plano de trabalho preliminar do Fórum.

Foto: Reprodução/MP - BA
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As atividades foram realizadas dentro dos territórios indígenas, onde os conselhos de caciques apresentaram os principais problemas enfrentados pelas comunidades. Lideranças relataram episódios de violência, ameaças e perseguições, muitos deles já em acompanhamento por programas de proteção. No último dia do Fórum (5), a agenda reuniu representantes das instituições com a Força Nacional e a Polícia Federal, em um debate estratégico sobre medidas para pacificação da região e enfrentamento das disputas territoriais.

Sobre o Nuaf

Criado em julho deste ano para apoiar as promotorias de Justiça em casos de litígios fundiários, o Nuaf tem atuado de forma articulada com o Ministério Público Federal e outras instituições, respeitando as competências legais definidas pela Constituição, mas também garantindo o acesso dos povos originários a políticas públicas essenciais, como água e saúde. Fazem parte do Núcleo, que é coordenado pelo promotor de Justiça Jurgen Wolfgang, os promotores de Justiça Luciana Khoury, Suelim Iasmine dos Santos Braga e Rui César Farias dos Santos Júnior.

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Para o promotor de Justiça Rui César Farias, a participação no Fórum foi fundamental. “A experiência foi de grande importância para aproximar as instituições dos povos indígenas e proporcionar maior conhecimento sobre a realidade e os desafios vividos por essas comunidades.”

A situação dos povos indígenas no Brasil tem sido acompanhada por organismos internacionais. A ONU já emitiu mais de 350 recomendações ao Estado brasileiro sobre a proteção dos direitos indígenas, incluindo a necessidade de concluir processos de demarcação, garantir segurança às lideranças e combater atividades ilegais em territórios tradicionais.

Entre as recentes recentes recomendações da Relatoria Especial da ONU sobre Defensores de Direitos Humanos, consta a Recomendação 112. No documento, a relatora especial recomenda que o Governo e os órgãos dos estados da Bahia, Pará e Mato Grosso do Sul priorizem, com urgência, as investigações sobre assassinatos e ameaças contra defensores de direitos humanos, garantindo que os responsáveis sejam levados à justiça e que todos os defensores de direitos humanos em situação de risco recebam proteção eficaz e adequada; e facilitem, na máxima medida possível, a demarcação e titulação de terras indígenas, quilombolas e de outros es povos tradicionais, incluindo a revisão da legalidade de todas as concessões existentes concedidas a empresas que afetem essas terras.

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