21°C 30°C
Candeias, BA
Publicidade

Kwibuka 32: CLDF realiza sessão solene em memória do genocídio dos tutsis em Ruanda

Evento relembra os 32 anos do massacre no país africano e alerta para a prevenção de novos conflitos

07/04/2026 às 16h42
Por: Redação Fonte: Agência CLDF
Compartilhe:
Foto: Rinaldo Morelli/ Agência CLDF
Foto: Rinaldo Morelli/ Agência CLDF

No dia 7 de abril de 1994, começava um dos maiores massacres da história da humanidade. Ogenocídio contra a etnia tutsi em Ruandaperdurou até o dia 4 de julho daquele ano, resultando na morte de mais de 1 milhão de pessoas. A tragédia foi tema de uma sessão solene nesta terça-feira (7) na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), por iniciativa dadeputada Doutora Jane (Republicanos).

“Como parlamentar negra, considero muito importante reafirmar o compromisso com a não violência e a não opressão de pessoas e povos”, afirmou a deputada. Ela ressaltou o sentido de Kwibuka, palavra que significa “lembrar” em Kinyarwanda, a língua nativa de Ruanda. O ano de 2026 representa o 32º Kwibuka, período anual de luto e memória sobre o genocídio.

“Nesse caso, lembrar não é apenas olhar para o passado. É proteger o futuro. É lembrar para que a dor não seja apagada, para que a verdade não seja negada, para que a barbárie jamais se repita”, disse Doutora Jane.

A prevenção a episódios semelhantes foi um dos principais temas da solenidade.O embaixador de Ruanda no Brasil, Lawrence Manzi, enfatizou que a prevenção exige o reconhecimento de genocídios conforme o direito internacional. “Preservar esse entendimento é muito importante para evitar que minimizem a gravidade. A distorção do genocídio é um problema que diminui o que as vítimas e os sobreviventes passaram”, disse o embaixador.

Foto: Reprodução/Agência CLDF
Foto: Reprodução/Agência CLDF


O tema não está distante dos dias atuais, lembrou o representante do Itamaraty, Márcio Augusto dos Anjos, chefe da seção de África Oriental e do Norte. “Continuamos a ver surgirem novos conflitos na Europa, no Oriente Médio e na África. E novamente permanecemos atônitos e sem ação. Assistimos ao aumento da desigualdade e da pobreza, criando terreno para ressentimento, revolta e novos conflitos. Continuamos a ouvir discursos de ódio, xenofobia, racismo e intolerância”, analisou.

O caso de Ruanda representou uma “falha de ação” da comunidade internacional, ressaltou o decano do Grupo de Chefes de Missões Africanas em Brasília, Martin Mbeng. “As pesquisas e investigações independentes da ONU concluíram que a resposta internacional falhou em aspectos cruciais de prevenção deste genocídio”, disse Mbeng.

A violência teve origem em discriminações acentuadas pelo colonialismo da Bélgica. Entre outras medidas, os colonizadores instituíram cartões de identificação étnica e priorizaram a minoria tutsi para cargos do governo, provocando tensões crescentes com a maioria hutu.

“O genocídio não começa com assassinatos e massacres, ele começa com ideias. O genocídio não foi um ato de ódio espontâneo, mas algo completamente planejado”, definiu o professor Jean-Pierre Karegeye. “No início dos anos 90, as milícias foram treinadas e as armas foram distribuídas. Estávamos lidando com um plano deliberado de genocídio e extermínio”, detalhou o professor.

A solenidade completa está disponível no YouTube da TV Câmara Distrital .

Ana Teresa Malta - Agência CLDF

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Candeias, BA
30°
Tempo nublado

Mín. 21° Máx. 30°

32° Sensação
3.8km/h Vento
55% Umidade
67% (0mm) Chance de chuva
05h40 Nascer do sol
05h22 Pôr do sol
Mon 30° 21°
Tue 30° 21°
Wed 30° 23°
Thu 29° 22°
Fri 30° 21°
Atualizado às 12h04
Economia
Dólar
R$ 4,98 +0,00%
Euro
R$ 5,84 +0,00%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 411,774,29 +0,49%
Ibovespa
190,745,02 pts -0.33%