
A Prefeitura de Belém, em parceria com o Governo do Pará e a Defensoria Pública do Estado (DPE), realizou nessa quarta-feira, 22, mais uma edição da ação“Belém para Todos”, voltada à emissão de documentos às pessoas atingidas pelas fortes chuvas que caíram na capital paraense no último fim de semana.
A iniciativa, que segue até essa quinta-feira, 23, das 8h às 12h, ocorre em três pontos de apoio montados pela Prefeitura: as escolas municipais Solerno Moreira, no bairro da Terra Firme; Alda Eutrópio, no Tapanã; e Amália Paumgartten, no Guamá, regiões que registraram os maiores impactos com os alagamentos.

Coordenada pela Secretaria Executiva de Direitos Humanos da Prefeitura de Belém (SEDH), a ação oferece serviços essenciais, como emissão dos documentos, RG, CPF e certidão de nascimento, além de atendimento jurídico às vítimas das enchentes.
De acordo com a secretária da SEDH, Larissa Martins, aexpectativa é que cerca de 800 pessoas sejam atendidas ao longo dos dois dias de programação.

“Nós da Prefeitura estamos empenhados em cuidar, em ajudar e dar apoio para aquelas pessoas que foram atingidas pelas enchentes. Essa ação de emissão de documentos é muito importante, porque quem perdeu sua documentação poderá ser atendido aqui, com o suporte da Defensoria.Estamos mobilizados para cuidar de quem mais precisa, pois entendemos que esse é o nosso papel enquanto poder público”, destacou a secretária.
Os bairros mais atingidos pelas chuvas foram Tapanã e Pratinha, devido à obstrução por acúmulo de lixo no canal Mata Fome, contribuindo para o agravamento dos alagamentos, impedindo o escoamento da água.

Entre os moradores prejudicados está a doméstica Casa Reis, 43 anos, residente do bairro do Tapanã. Além de perder eletrodomésticos, como geladeira e máquina de lavar, ela conta que o filho, de 15 anos, ficou sem a carteira de identidade.
“Vim acompanhar meu filho para ele tirar a documentação. Moro próximo ao canal Mata Fome e minha casa ficou toda alagada”, disse.

A dona de casa Marcileide Ferreira, de 41 anos, também moradora do Tapanã, enfrentou prejuízos ainda maiores. Ela perdeu a certidão de nascimento e procurou o atendimento para emitir a segunda via do documento.
“A água chegou à metade da parede da minha casa. Perdi geladeira, cama, máquina de lavar e sofá. A casa está sem condições de morar”, relatou.
Na Pratinha, outro bairro afetado, a autônoma Adriana Costa, de 30 anos, também buscou o serviço para refazer a identidade, que foi perdida durante a enchente.
“Perdi minha cama, ventilador, o piso cedeu e começou uma infiltração na parede. Mas já recebi da Prefeitura kit com colchão, cesta básica e travesseiro. Estou achando a ação muito boa, bastante organizada”, avaliou.
Leia mais:
Prefeito anuncia primeira etapa de macrodrenagem do Mata-fome
Prefeitura distribui cestas básicas e kits às vítimas de alagamentos
Força-tarefa da Prefeitura acaba com lixão a céu aberto no Mata Fome
Mín. 22° Máx. 26°