
Nesta quinta-feira, 23, a Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Fundação Estadual de Saúde (Funesa) e da Escola de Saúde Pública de Sergipe (ESP-SE), realizou a oficina de formação para implantação de novas tecnologias voltadas ao controle do mosquito Aedes aegypti. A iniciativa integra o conjunto de ações estratégicas para o enfrentamento das arboviroses no estado, com foco na ampliação da vigilância e no fortalecimento das medidas de prevenção.
Voltada a profissionais que atuam diretamente nos municípios, especialmente agentes de endemias e equipes técnicas, a capacitação busca qualificar o uso de ferramentas inovadoras que possibilitam maior precisão no monitoramento do vetor. A proposta é tornar as ações de controle mais eficazes, contribuindo para a redução dos casos de dengue, zika e chikungunya, além de minimizar riscos e agravos à saúde da população.
O supervisor de Endemias da SES, Edvaldo Ferreira Maciel, chamou atenção para a importância da educação em saúde como aliada no combate ao mosquito. “A situação epidemiológica é dinâmica e exige vigilância constante. Não podemos nos acomodar com índices baixos porque o vetor está sempre presente. Por isso, a educação é essencial para conscientizar a população e fortalecer a responsabilidade coletiva na prevenção, garantindo mais segurança e eficácia nas ações desenvolvidas nos territórios”, destacou.
O consultor das arboviroses do Ministério da Saúde em Sergipe, Júlio César Rabelo, destacou que a oficina marca um avanço importante na estratégia de enfrentamento às doenças transmitidas pelo mosquito. “Estamos iniciando a implantação das ovitrampas nos municípios, uma tecnologia que vai complementar o LIRAa e permitir uma leitura mais precisa da presença do vetor no território. A ideia é começar por municípios estratégicos e, gradualmente, ampliar para todo o estado, garantindo mais assertividade no controle e contribuindo para a redução de casos e óbitos”, explicou.
O gerente do Núcleo de Endemias de Simão Dias, José Santana, ressaltou que a qualificação fortalece o trabalho realizado no dia a dia pelos profissionais. “Essa atualização traz novas ferramentas que complementam as ações já desenvolvidas pelos agentes, permitindo identificar com mais precisão as áreas de maior infestação. Com isso, conseguimos direcionar melhor as ações, intensificar os mutirões e reforçar o trabalho educativo junto à população, que também tem um papel fundamental nesse processo”, afirmou.





Mín. 22° Máx. 26°