
O Centro de Excelência Atheneu Sergipense, de Aracaju, realiza a 8ª. edição do Atheneu ONU, com abertura neste sábado, 16, às 6h30. O projeto é a maior simulação intercolegial da América Latina, que simula atividades da Organização das Nações Unidas (ONU), com a participação e protagonismo de estudantes de várias escolas do estado. O evento ocorrerá nas dependências do C. E. Atheneu Sergipense, com a participação de mais de 165 alunos que cursam o Ensino Médio, e terá a cerimônia de encerramento na segunda-feira, 18.
Este ano, o Atheneu ONU terá uma das suas maiores edições, com nove comitês e três sessões de debates, que serão realizadas durante todo o sábado, com cerca de 10 horas de simulações. Para este ano, o tema a ser debatido é ‘Débito Civilizatório e a Reconfiguração do Poder Global: Reparações Históricas e a Nova Ordem Geopolítica do Século XXI’. O tema busca evidenciar a necessidade de maior poder de participação entre os 193 países membros, para além dos cinco permanentes (Estados Unidos, França, China, Rússia e Reino Unido).
A diretora do Atheneu, Liliane Pina, reforça que este é um momento de crescimento para os estudantes do Atheneu e para os demais de outras escolas. “O Atheneu ONU oferece uma vivência prática e imersiva no ambiente diplomático internacional. Estimula o protagonismo estudantil, o pensamento crítico e a articulação de ideias, diante de temas de interesse global. Com o programa, os nossos alunos têm a capacidade de vivenciar outras simulações, inclusive internacionais”, comenta.
Programação
A programação inicia-se às 06h30 da manhã, com a formação das comissões, das mesas e dos delegados, além do credenciamento, que ocorrerá das 7h30 às 8 horas. No total, serão sete horas de sessões, sendo: 1 hora e 50 minutos da primeira sessão (das 8 horas até às 9h50); 2 horas da segunda sessão (das 10 horas ao meio-dia); e 3 horas e 10 minutos da terceira sessão (das 13 horas até as 16h10). Durante todo o dia, haverá salas de debate dos nove comitês existentes, espalhados em toda a escola do Atheneu.
Nos intervalos, os estudantes, professores e demais participantes terão uma pausa para um café (pela manhã e pela tarde), além do almoço. No fim da tarde, após o término de todas as sessões, haverá uma simulação de coletiva de imprensa, com cerca de 1 hora de duração (das 16h30 às 17h30).
Entre os nove comitês existentes na simulação, estão: a Comissão dos Direitos Humanos (CDH), o Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSNU), a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), a Agência da ONU para Refugiados (ACNU), a Conferência das Partes (COP), a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), o Conselho Econômico e Social (ECOSOC), o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), a Assembleia Geral das Nações Unidas (AGNU), e uma agência de comunicação. Cada comitê desenvolverá subtemas específicos e contará com cerca de 20 a 22 alunos integrantes.
Os estudantes assumem papéis protagonistas, tornando-se delegados, que representam países ou instituições. A cada sessão, eles defendem suas propostas e conversam uns com os outros, como forma de simular assembleias da ONU, que concentram líderes mundiais dos 193 países membros. Os debates envolvem áreas do conhecimento como as Relações Internacionais, o Direito e a Geopolítica.
Na segunda-feira, 18, ocorrerá a cerimônia de encerramento, com a participação de autoridades nos âmbitos da educação e da vida pública. Durante todo o evento, os alunos discutem problemáticas globais, que envolvem conflitos, questões sociais, econômicas e ambientais.
Tema voltado às necessidades atuais
A estudante do 3° ano do Ensino Médio, Eduarda Prado, é secretária-geral do Atheneu ONU e irá participar dessa edição. Ela explica que o tema para este ano envolve fragilidades e necessidades de mudança da ONU, moldada por um contexto que já não atende aos anseios atuais. “A ONU foi pautada e moldada na governança global de 1945. Ou seja, a Carta das Nações Unidas foi construída para os vencedores da Segunda Guerra Mundial. Mas, encaixar o contexto de 1945 no ano de 2026 já não faz muito sentido. Então, o tema deste ano foi moldado nisso, em como a ONU tem falhas neste sentido”, afirma a jovem.
Debates que fazem histórias
Criado em 2019 pelo professor de Sociologia, Yuri Norberto, e conduzido, atualmente, pela professora de Língua Inglesa, Iranci Tommasi, o Atheneu ONU é um projeto de destaque da educação pública de Sergipe, alcançando outros estados brasileiros e territórios internacionais. Estudantes do C.E. Atheneu Sergipense já participaram de eventos nacionais de simulação da ONU e também já visitaram universidades internacionais.
A professora de Língua Inglesa, Iranci Tommasi, é a responsável por comandar, atualmente, o projeto. Ela explica que o Atheneu ONU promove o protagonismo e a participação dos estudantes, que desenvolvem habilidades de áreas diversas. “É um projeto maravilhoso, porque é possível ver alunos, que, muitas vezes, são tímidos, e que, ao vivenciarem o debate, mostram o potencial que têm. Muitos descobrem o curso que desejam fazer no Ensino Superior por meio desse projeto. Outros alunos falam que vêm estudar no Atheneu por causa do projeto”, diz.
Ela complementa que muitos estudantes do Atheneu pretendem estudar no exterior, devido às atividades realizadas no Atheneu ONU, e que os estudantes buscam estudar para passar em cursos variados do Ensino Superior, como Direito e Relações Internacionais (também conhecido como R.I.).






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