
A Agência de Defesa Agropecuária do Piauí (Adapi) deu mais um passo no processo de modernização da fiscalização de agrotóxicos no estado com o lançamento do novo módulo informatizado de controle de estoque para revendas de agrotóxicos, integrado ao Sistema de Defesa Agropecuária do Piauí (Sidapi). O treinamento e apresentação da plataforma ocorreram nessa terça-feira (26), no auditório do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Piauí (Crea-PI), reunindo representantes de lojas registradas para comercialização de agrotóxicos e engenheiros agrônomos responsáveis técnicos.
A ferramenta marca uma nova fase de modernização da fiscalização agropecuária no Piauí, substituindo o uso de planilhas eletrônicas por um sistema digital mais ágil, seguro e eficiente. A iniciativa também permitirá a geração de dados estratégicos para fortalecer políticas públicas voltadas à segurança na comercialização e utilização de agrotóxicos.

Com a implantação do sistema, a Adapi passa a se destacar nacionalmente como a segunda agência de defesa agropecuária do país a adotar um modelo informatizado de controle de estoque de agrotóxicos integrado à base de dados do Crea-PI, garantindo maior transparência, rastreabilidade e segurança no comércio desses produtos.
Segundo o diretor-geral da Adapi, Antônio Abreu, a plataforma atende a uma demanda antiga do setor e acompanha a política de modernização implantada pelo Governo do Estado.
“O sistema vem atender uma necessidade antiga e cumpre a política de modernização do governador Rafael Fonteles, abolindo o uso de papel e trazendo mais agilidade e segurança no comércio de um produto tão importante para o agronegócio”, destacou.

Durante o evento, foram realizadas simulações práticas para demonstrar as funcionalidades da nova plataforma. O gerente de Defesa Vegetal da Adapi, Ozael Valério, explicou que o sistema passará por um período de transição antes de se tornar obrigatório.
“Os relatórios de comercialização são entregues a cada seis meses, entre junho e janeiro. No mês de junho estaremos em fase de transição para a nova plataforma, realizando ajustes e correções necessárias, para que o novo módulo passe a operar definitivamente a partir de julho”, esclareceu.
A Adapi reforça ainda que a comercialização de agrotóxicos somente pode ocorrer mediante apresentação de receituário agronômico, emitido por profissional habilitado, e em estabelecimentos devidamente registrados junto ao órgão. A emissão da nota fiscal também deve ser exigida no ato da compra.
Os produtores rurais devem manter o cadastro atualizado junto à Adapi, condição necessária para aquisição regular dos produtos no estado.

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