
O Centro de Excelência de Educação em Tempo Integral John Kennedy reuniu, na manhã desta quinta-feira, 28, estudantes para a I Conferência do Meio Ambiente, evento promovido em parceria com professores da Universidade Federal de Sergipe (UFS), o qual debateu temáticas sobre sustentabilidade, saúde e meio ambiente nas escolas. Na ocasião, foram realizadas rodas de conversa com debates e presença de palestrantes, além da exposição de projetos escolares.
O evento contou com a presença dos estudantes da escola, pertencentes aos ensinos fundamental e médio. A mesa estava composta por professores da unidade, além de representantes da sociedade civil, pesquisadores da UFS e de autoridades públicas. O momento buscou promover debates e ideias sobre propostas dos estudantes, que foram reunidas na elaboração de uma carta a ser levada para a Secretaria de Estado da Educação (Seed), reunindo boas práticas de cuidado com o meio ambiente na escola.
A diretora da Diretoria de Educação de Aracaju (DEA), Maria Luiza Omena, esteve presente na conferência e falou sobre a importância desse momento para a educação na escola. “A gente fica muito feliz de estar presenciando os nossos alunos tratando desse tema tão importante e com tanta desenvoltura. Também ficamos contentes em ver que tudo isso era um evento que começou pequeno, somente com ações pontuais de educação ambiental, e hoje se tornou um evento muito grande, resultado desse trabalho que é desenvolvido na escola”, ressaltou.
A diretora do ‘John Kennedy’, Armênia Fernandes, destacou o objetivo da elaboração da carta. “Esta é uma conferência sobre o meio ambiente, em que, no final, vamos elaborar e entregar uma carta proposta para a Seed, na busca da melhoria do meio ambiente nas nossas escolas, além de algumas propostas de ações de sustentabilidade, a partir da energia solar e da captação de água da chuva, por exemplo. Todas estas propostas e a conferência em si foram discutidas e organizadas pelos estudantes”, disse.
O auditório da escola estava repleto de alunos, assistindo às palestras sobre assuntos ligados à sustentabilidade, integrando a educação com o meio ambiente. Fora dele, stands decoravam o corredor, com produtos do ‘EMARE’, projeto de extensão da UFS que levou os alunos da escola ao rio Poxim, que banha a capital. A sigla significa ‘Escola, Manguezal e Remo’, e une a vegetação característica do litoral aracajuano com a escola. Todos os produtos expostos nos stands foram desenvolvidos por alunos do 9° ano do ensino fundamental.
Um deles foi feito pelas estudantes Melissa Ludwick, Sophia Costa, Sarah Beatriz e Luyara Victoria. A aluna Melissa comentou sobre o seu produto, que envolve a produção do chamado ‘Jornal Ecológico’. “A gente fez um jornal mais expositivo, que aborda assuntos sobre ecossistemas, mudanças climáticas, conservações, além do manguezal, sua fauna e flora, e os problemas encontrados por lá, como os desmatamentos, a poluição e o descarte inadequado de lixo”, afirmou.
A estudante Isabella Vitória fez, com suas colegas, o produto ‘Mangue Vivo - O berçário de Sergipe’, uma maquete voltada a viabilizar as comunidades que moram ao lado do rio Poxim. Já o aluno João Arthur e os seus amigos fizeram o podcast ‘O remo olímpico e a sustentabilidade socioambiental do rio Poxim’, voltado à prática do remo por atletas.
Delegados do meio ambiente
A gestora também destacou outro objetivo da escola com a conferência, que é a de eleger um novo delegado do John Kennedy para o meio ambiente. No ano passado, durante a ‘Semana do Meio Ambiente’, a estudante Kimberlly Gois foi a escolhida para ser a delegada por um ano, a seleção se deu por meio da etapa estadual para a Conferência Nacional do Meio Ambiente, com viagem de sete dias à capital Brasília, representando a escola. “A minha experiência em Brasília foi muito diversa. Eu obtive vários conhecimentos e os trouxe para a escola” afirmou, destacando as várias ações que a escola faz, como o plantio de uma horta em seu espaço verde. Outras escolas de Sergipe também elegerão os delegados que podem ser selecionados para participar da Conferência Nacional.
Tradição na escola
A escola trabalha com ações voltadas à sustentabilidade e meio ambiente desde o ano passado, com atividades práticas de campo. O John Kennedy possui uma disciplina específica sobre esses assuntos, chamada de ‘Ecologia do Meio Ambiente’, além de uma eletiva, chamada ‘Biossaúde’, esta última responsável por trabalhar a produção de bioplásticos a partir de resíduos orgânicos de milho e de laranja. O material sustentável é produzido pelos estudantes no laboratório de ciências da escola.
Quem leciona a eletiva e essa disciplina é a professora Miralda Bezerra. “Eu acho de grande importância conscientizar os estudantes para o futuro, estimular neles o sonho de um mundo melhor. Em meio a isso, eu trabalho a questão pedagógica. Então, eu tenho alunos mais conscientes, que criticam, produzem, leem e estão integrados com as autoridades, para ver o que eles estão fazendo a respeito”, comentou.





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