
As ruas do centro de Alagoinhas ganharam cores, música e um forte tom de conscientização na manhã desta sexta-feira (29). Usuários do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS III) – Tom Brasil, familiares, amigos e profissionais da saúde participaram da 2ª edição da Caminhada do Orgulho Louco.
O evento marca o encerramento de um mês repleto de atividades dedicadas a celebrar o Dia Nacional da Luta Antimanicomial, instituído em 18 de maio. Com concentração e saída na Praça Rui Barbosa, os participantes percorreram as vias centrais da cidade em um ato de alegria e resistência, tendo como destino final o pátio da Prefeitura Municipal.
De acordo com a coordenadora geral do CAPS III, Valdimeire Melo, a atividade atende a um desejo dos próprios assistidos. “Essa caminhada faz parte de um projeto terapêutico onde eles interagem e se inserem de fato na sociedade. É um momento de muita diversão e é algo que eles nos pedem muito: sair um pouco da unidade para realizar atividades externas, ao ar livre”, explicou a coordenadora.
A segunda edição do evento reuniu, em média, 70 pessoas, entre usuários e a equipe multidisciplinar do município. Para quem vive o dia a dia do serviço, o sentimento era de pura empolgação. A usuária do CAPS, Flávia Francisca da Silva, de 26 anos, celebrou a oportunidade de estar nas ruas ao lado de pessoas queridas. “Acho bom demais, é bom para se divertir. Aqui estão meus amigos, minha mãe, meu pai, todo mundo junto”, comemorou.
O secretário municipal de Saúde, Luciano Sérgio, participou ativamente do percurso e representou também o prefeito Gustavo Carmo. O gestor enfatizou a evolução histórica do tratamento psiquiátrico e reafirmou o compromisso da gestão em investir em estruturas abertas e comunitárias de saúde mental.
“O dia 18 de maio é uma data essencial de resistência e de luta antimanicomial. Não cabe mais na sociedade a ideia dos antigos manicômios e anexos psiquiátricos. Não dá para pensar a saúde mental sem o espaço de liberdade para o usuário, sem o envolvimento da família e da comunidade. O verdadeiro lugar de humanização é aqui, na rua, dando visibilidade a esse tema e ao belo trabalho que o CAPS realiza”, concluiu o secretário.
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