
O Hospital Municipal Esaú Matos sediou a palestra de encerramento da Exposição “Chegadas e Partidas”, uma iniciativa da Fundação Pública de Saúde de Vitória da Conquista (FSVC) em parceria com o Projeto Alemdador, ligado ao curso de Psicologia da Uesb. O evento, que aconteceu na última sexta-feira (19), teve como objetivo preparar a equipe para um acolhimento cada vez mais humanizado de mães e pais que enfrentam a perda gestacional ou que têm filhos com a saúde comprometida.

A palestra de encerramento teve como tema “Relatos de medicina fetal no Esaú Matos” e foi ministrada pelo médico ginecologista e obstetra Maurício Grijó, que abordou os cuidados paliativos perinatais. “Tratamos do bebê próximo ao nascimento, tanto a partir de sete ou oito meses, até o momento em que ele vai efetivamente nascer. Tentamos alinhar as expectativas entre as famílias que são assistidas pelo Esaú e a nossa equipe multidisciplinar e multiprofissional, para que essa paciente seja acolhida da melhor forma possível e encontre no hospital um porto seguro durante esse momento de dor e dificuldade”, destacou Grijó.
O estudante de Medicina da UFBA, Samuel Luca — que possui histórico de estágio em neurologia na Universidade de Harvard (EUA) e atualmente estagia no Esaú Matos —, esteve presente e considerou a palestra extremamente proveitosa. “É muito interessante ver a perspectiva de um médico que está na área há muito tempo, lidando com diagnósticos difíceis e mostrando como podemos ajudar as pessoas. Estou na reta final do curso, e aprender a dar esses diagnósticos, além de passar pelo processo de cuidado paliativo com as pacientes e com os pais, é extremamente importante. É gratificante ter a oportunidade de aprender com profissionais tão experientes”, afirmou o estudante.
O psicólogo Naamã Dias, organizador da exposição “Chegadas e Partidas”, avaliou o evento de forma positiva. “Entendemos que o trabalho de conscientização é de formiguinha. Não esperamos que, do dia para a noite, as pessoas mudem radicalmente, mas é um processo de trazer o tema à evidência constantemente. Queremos que as pessoas compreendam a importância e o significado do amparo”, explicou.
Naamã ressaltou ainda o privilégio de atuar em um hospital que já possui uma forte cultura de humanização. “Temos uma equipe ciente dessa necessidade. A ideia é ampliar e melhorar ainda mais esse serviço. A partir desse primeiro passo, queremos realizar outros movimentos, esperando que cada ação contribua para um olhar cada vez mais humanizado e significativo”, concluiu o psicólogo.

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