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Pescado fica mais barato em Belém e alivia bolso do consumidor

Pesquisa da Sedcon e do Dieese aponta queda no valor da maioria dos pescados comercializados nos mercados municipais de Belém. Operação Verão garan...

07/07/2026 às 13h51
Por: Redação Fonte: Agência Belém
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Crédito: Roberta De Paula
Crédito: Roberta De Paula

A maioria das espécies de peixe comercializada nos mercados municipais de Belém apresentou queda de preço no mês de junho, revela pesquisa divulgada nesta terça-feira, 7, pela Prefeitura de Belém, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (Sedcon), em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos no Pará (Dieese Pará).A expectativa é de nova redução neste mês de julho.

De acordo com o supervisor técnico do Dieese Pará, Everson Costa, “o recuo no valor do pescado é decorrente, principalmente, doaumento da quantidade de peixes disponíveis nessa época e o fim do defeso, quando o período de reprodução dos peixes acaba, permitindo a liberação da pesca e normalizando o fornecimento para as feiras”.

Peixeiro há mais de 40 anos no Mercado de Ferro do Complexo Ve-o-Peso, Fernando Souza, 60, conta que a redução de preço é um atrativo para captar mais clientes neste de mês de julho, já que o movimento no mercado costuma diminuir, devido ao veraneio.

Foto: Reprodução/Agência Belém
Foto: Reprodução/Agência Belém
Crédito: Roberta De Paula
Crédito: Roberta De Paula

Abastecimento nos balneários

Devido à grande movimentação nos balneários da capital, a Sedcon intensificou a fiscalização e o incentivo ao empreendedorismo nas feiras e mercados municipais de Mosqueiro, Icoaraci e Outeiro.

Foto: Reprodução/Agência Belém
Foto: Reprodução/Agência Belém
Crédito: Eduardo Rocha/Ascom Sedcon
Crédito: Eduardo Rocha/Ascom Sedcon

Conforme a pesquisa da Sedcon e do Dieese,na comparação entre maio e junho de 2026, das 23 espécies pesquisadas, 19 apresentaram recuos de preços. O destaque ficou para o filhote, que registrou a maior queda mensal, de 15,16%, seguido da sarda (-14,20%), da pescada amarela (-12,48%), da tainha (-12,05%), da pratiqueira (-11,88%), da pescada gó (-11,31%) e do mapará (11,22%).

Na outra ponta, apenas quatro espécies apresentaram reajustes de preços no período analisado. As principais altas foram verificadas no xaréu (12,56%), na traíra (11,77%), no tucunaré (6,95%) e no tamuatá (6,09%).

Quanto ao comportamento dos preços do pescado no 1º semestre de 2026, o estudo da Sedcon e do Dieese apontam fortes reajustes. No acumulado do período (janeiro a junho), os aumentos registrados superaram amplamente a inflação oficial medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica (IPCA/IBGE), que alcançou 3,3% no mesmo período.

Das 23 espécies pesquisadas, 14 apresentaram elevação de preços. O aracu liderou as altas, acumulando reajuste de 40,46%, seguido por xaréu (38,16%), traíra (27,83%), curimatã (20,60%) e tamuatá (17,50%). Também se destacaram os aumentos nos prelos da arraia (16,19%), do bagre (11,52%), do serra (10,70%) e da pescada gó (9,38%).

Economia

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