
A Prefeitura de Alagoinhas, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), iniciou a campanha de orientação sobre os cuidados com a Síndrome Mão-Pé-Boca. Altamente contagiosa e provocada por enterovírus (com destaque para o Coxsackievírus), a infecção viral afeta principalmente crianças menores de 5 anos e bebês abaixo de 1 ano.
A ação educativa busca esclarecer dúvidas da população e desmistificar formas de transmissão, já que o contágio ocorre diretamente entre as pessoas ou pelo contato com objetos contaminados, motivo pelo qual o reconhecimento rápido dos sinais é fundamental para barrar surtos em creches e escolas.
Os primeiros sinais da síndrome costumam aparecer entre 3 e 7 dias após a exposição ao vírus. A evolução do quadro é geralmente leve, durando de 7 a 10 dias. Entre os principais sintomas observados estão: febre e dor de garganta; mal-estar geral e perda de apetite; feridas dolorosas na boca (semelhantes a aftas); pequenas bolhas ou manchas avermelhadas nas palmas das mãos e solas dos pés, podendo surgir também nas nádegas, pernas e região genital.
Cuidados
Como não existe vacina disponível contra a doença, as autoridades de saúde reforçam que a prevenção depende exclusivamente de hábitos rigorosos de higiene e etiqueta respiratória no dia a dia.
A diretora da Vigilância Epidemiológica, alerta para os cuidados necessários. ” É importante que a higiene seja contínua. Lavar as mãos frequentemente com água e sabão ou utilizar álcool 70%; não compartilhar copos, talheres, chupetas, mamadeiras, toalhas ou brinquedos; limpar e higienizar regularmente superfícies e brinquedos de uso comum. Também é necessário que haja um afastamento temporário das criança doente. Elas deve permanecer afastada da escola ou creche enquanto apresentar febre ou lesões ativas na pele, retornando apenas após avaliação médica”, explica.
O tratamento é sintomático e focado no alívio do desconforto, englobando repouso, oferta abundante de líquidos, alimentos leves/frios (para não agredir as feridas da boca) e analgésicos sob prescrição, já que não há um medicamento especifico.
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