

A manhã desta sexta-feira (6) uniu cultura popular, economia criativa, artesanato, moda, audiovisual e música em um único especial. A abertura da Plural Feira Cultural, no Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima, mobilizou estudantes, artistas e empreendedores de Vitória da Conquista e região. O evento segue até amanhã (7) com palestras, feiras, exposições, oficinas e outras atividades.
O evento, realizado pela pela Associação Simgular, com apoio da Prefeitura Municipal, faz parte da programação do Aniversário da Cidade. A edição deste ano tem como tema “Da Memória ao Picadeiro”, numa valorização da arte circense, das feiras livres e dos artistas de rua.



A abertura do evento contou com apresentação do coral infantil do Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia (Neojiba), espetáculo cênico do artista Marcos Duarte e conferência magna do músico, dançarino, cantor, ator e pesquisador Antonio Nóbrega.





Presente na cerimônia, o secretário de Cultura, Alecxandre Magno, destacou a importância de valorizar as manifestações artísticas locais. “A Plural Feira Cultural é um espaço de valorização dos artistas locais e da cultura regional, culminando nas celebrações do aniversário da cidade. É uma grande felicidade estar presente em mais um grande evento, destacando a pluralidade e a homenagem ao circo, uma arte milenar. O evento integra o calendário do município e conta com a chegada de um grande público, a participação de várias escolas. Hoje e amanhã ocorrerão mesas temáticas para discutir sobre cultura e falar de arte, então é um momento importante para a cultura local”, disse.

Alecxandre
Idealizadora e curadora do evento, Rosa Aurich explicou a escolha do tema da edição deste ano. “O circo foi escolhido como uma oportunidade para fazermos a transversalidade das feiras de economia criativa, dos artistas de rua e de toda a estrutura proposta pelo circo, pautada na construção coletiva e em pessoas trabalhando em prol de algo em comum. O dia está rico, cheio de oficinas, produtos das feirinhas para venda e manifestações artísticas e culturais, representando uma excelente oportunidade para comemorar o aniversário da cidade no dia 9 com a presença das identidades locais, seja de quem produz, de quem consome ou dos artistas”, afirmou.

Rosa
Realizada desde o ano de 2014, a Plural Feira Cultural busca valorizar a produção artística local, incentivar a economia criativa e ampliar o acesso da população à cultura. A iniciativa busca integrar o poder público, a iniciativa privada, as instituições de ensino, o terceiro setor e o Sistema S. A Associação Simgular, responsável pela realização, foi selecionada como Pontão de Cultura por meio do Edital Municipal da Lei Aldir Blanc 2026.
Muitos artesãos, escultores e diferentes artistas ligados à economia criativa aproveitaram o espaço para expor suas produções ao público que visita a feira. O escultor Hailton Dantas Souza levou as esculturas de barro que produz como legado familiar, e explicou a importância da arte em sua trajetória.



“Fui criado no meio de oleiros: meu pai fazia telhas e tijolos, minha mãe fazia panelas, potes e utensílios como antigamente, e eu a ajudava a amassar o barro e a confeccionar pequenas peças. A arte é parte da minha existência. Quando estou criando, esqueço de tudo e faço tudo por amor e por prazer. Levei quatro anos apenas aprendendo e, embora não tenha alcançado a perfeição, continuo me aperfeiçoando e me capacitando diariamente. A arte é vida, história, memória e a busca por elementos da nossa região, como o resgate do índio e do negro. Tenho 66 anos, daqui a um tempo irei embora, mas deixo a arte como referência para todos na minha vida e na minha existência”, contou.


Para a gerente regional do Sebrae, Josinete Viana, a feira representa uma oportunidade de fomentar pequenos negócios e valorizar a cultura local. “A Feira Plural é um espaço onde ocorrem encontros voltados para a economia criativa, a diversidade e a criatividade. Acreditamos que nesse ambiente existe uma grande possibilidade de geração de negócios, ocupação e renda, a partir da identidade local. A união entre artistas e empreendedores permite criar conexões que geram negócios, oportunidades e desenvolvimento para o nosso território. Por isso, o Sebrae não poderia ficar de fora de um movimento como esse, que atua em prol do desenvolvimento e do fortalecimento da identidade local”, afirmou.
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