
A Prefeitura do Rio apresentou, neste sábado (11/07), o novo Terminal Intermodal de Campo Grande, mais uma intervenção de mobilidade prevista para a Zona Oeste. Com investimento estimado em R$ 81,1 milhões, a estrutura será construída em uma área de 22,2 mil metros quadrados, entre a Estrada da Caroba e a Rua Campo Grande, e formará com o Terminal BRT Campo Grande um novo polo de integração do transporte público na região. Quando entrar em operação, vai reunir 33 linhas municipais e intermunicipais em um único ponto de integração e facilitará os deslocamentos dos passageiros da Zona Oeste e da Baixada Fluminense.
– O Terminal Intermodal de Campo Grande vai concentrar os novos ônibus da região e melhorar a qualidade do embarque, dar mais segurança, mais condições e dignidade para o passageiro da Zona Oeste. Com os ônibus novos, a população vai ter previsibilidade e qualidade no sistema, da mesma forma que tem hoje nos BRTs: fazer com o sistema de ônibus comuns a mesma transformação que fizemos com os BRTs – declarou o prefeito Eduardo Cavaliere, ao lado de secretários municipais e do presidente da Câmara Municipal do Rio, Carlo Caiado.
O terminal será atendido por 21 linhas municipais da primeira fase do Sistema RIO, nova concessão do transporte por ônibus da cidade. As linhas farão o atendimento local aos bairros de Campo Grande, Inhoaíba, Cosmos, Paciência, Santa Cruz e Sepetiba, o que vai ampliar a oferta de viagens e a conectividade da região. Além da operação municipal, o terminal também receberá 12 linhas intermunicipais, para promover a integração entre a capital e os municípios de Itaguaí, Seropédica, Nova Iguaçu, Mesquita, Nilópolis e Duque de Caxias.
A proposta é ampliar a integração entre as linhas municipais e intermunicipais para permitir que os passageiros façam conexões com mais facilidade, além de reduzir o tempo de deslocamento e organizar a operação do transporte coletivo na região. Após a conclusão do processo licitatório para a construção, as obras deverão ser executadas em até dois anos.
Estrutura moderna e integrada ao BRT
Desenvolvido em parceria pelas secretarias municipais de Infraestrutura e de Transporte, o novo terminal foi planejado para reorganizar a operação dos ônibus municipais em Campo Grande. Vai reunir embarques e desembarques em uma estrutura confortável e segura. Com capacidade para receber cerca de 60 ônibus simultaneamente, foi projetado para ampliar a eficiência operacional e atender à crescente demanda da região. O novo terminal conecta-se, por meio de uma passarela sob a via férrea, ao Terminal BRT Campo Grande. Também vai promover a integração entre os ônibus convencionais e o sistema de alta capacidade, o que vai melhorar a experiência dos milhares de passageiros que utilizam diariamente o transporte público.
O terminal será implantado em dois níveis, com acessos independentes e integração interna entre os pavimentos. O nível inferior terá entrada pela Rua Campo Grande, enquanto o superior será acessado pela Rua Padre Pauwels. Os dois espaços também estarão conectados ao Terminal BRT Campo Grande por meio de uma passarela para garantir um acesso mais simples, protegido e acessível para os usuários.
No pavimento superior, com aproximadamente 13,2 mil metros quadrados, serão implantadas três plataformas cobertas e acessíveis, área de apoio aos motoristas, guarita de segurança, sanitários públicos e para os motoristas, além de escadas e elevador para ligação com o pavimento inferior. O espaço poderá receber simultaneamente mais de 30 ônibus.
O pavimento inferior ocupará cerca de 8,9 mil metros quadrados e será destinado ao atendimento dos passageiros e ao suporte da operação. O espaço também contará com plataformas cobertas e acessíveis, além de sanitários públicos e sala administrativa para os motoristas.
Além da infraestrutura voltada ao transporte coletivo, o projeto prevê a implantação de 10 quiosques destinados ao comércio local. O empreendimento também contará com um bicicletário para ampliar as opções de integração entre bicicleta e transporte público e incentivando deslocamentos mais sustentáveis.
Terminal Bairro Imperial Santa Cruz segue com obras em andamento
Outro terminal também está sendo construído na Zona Oeste: o do Bairro Imperial Santa Cruz, que atenderá a alta demanda da região, em um terreno de mais de 17 mil metros quadrados, com área construída de mais de 14 mil metros quadrados, distribuída em três pavimentos, com plataformas de embarque, áreas de circulação, comércio, estacionamento e bicicletário. Com investimento de R$ 73,7 milhões, o terminal tem previsão de conclusão e início da operação no segundo semestre de 2027.
A operação será reorganizada, com embarque e desembarque em plataformas definidas. A estrutura terá capacidade para receber até 14 ônibus articulados do sistema BRT e dez ônibus convencionais, além de micro-ônibus.
Plano integrado para transformar a mobilidade na Zona Oeste
A construção do Terminal Intermodal de Campo Grande marca mais um passo do plano de transformação da mobilidade na Zona Oeste, um conjunto de intervenções que está reorganizando os acessos do bairro e reduzindo o tempo de deslocamento de quem vive e trabalha na região. Nos últimos anos, a Prefeitura já entregou obras como o mergulhão sob a Avenida Cesário de Melo, a revitalização da Rua Artur Rios, a requalificação da Estrada da Caroba, a expansão da Estrada do Tingui até a Avenida Brasil, a nova alça viária da Estrada dos Sete Riachos com a Praça Ana Maria da Silva e o Túnel Professor Moacyr Sreder Bastos, o primeiro da história de Campo Grande. Ao mesmo tempo, avançam outras obras estruturantes, como a duplicação da Estrada do Lameirão, o novo túnel sob o Morro João Vicente, a revitalização da Estrada do Monteiro e do Largo da Maçonaria e a implantação do binário da Estrada Rio–São Paulo com a Rua Vitor Alves, que vão ampliar as conexões com a Avenida Brasil, redistribuir o fluxo viário e desafogar o trânsito da região.
O terminal passa a integrar essa nova lógica de circulação, conectando diferentes modais de transporte em um bairro que concentra mais de 350 mil moradores e funciona como um dos principais polos da Zona Oeste. Somadas às intervenções viárias, às novas estações do BRT, à renovação da frota e às melhorias no sistema de ônibus, as obras fazem parte de um projeto integrado para tornar os deslocamentos mais rápidos, organizar o trânsito e acompanhar o crescimento de Campo Grande com uma infraestrutura de mobilidade mais moderna e eficiente.
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