
Cau Preto
O Ginásio Municipal Oyama Pinto recebeu, neste sábado (29), uma edição especial do Campeonato Baiano de Artes Marciais. A competição reuniu atletas de diferentes idades em disputas de karatê, com a presença de familiares, treinadores e admiradores da modalidade.O evento integra um circuito que também contempla competições de jiu-jitsu, krav maga, taekwondo, judô e MMA, com o objetivo de fortalecer as artes marciais e ampliar a participação de crianças, jovens e adultos no esporte.Segundo o superintendente de Esportes de Feira de Santana, Emerson Brito, a competição tem como principal proposta promover inclusão e oferecer oportunidades para atletas de diferentes níveis e idades.“Mais do que revelar campeões, queremos proporcionar participação, integração e desenvolvimento pessoal. Temos crianças de quatro anos competindo ao lado de atletas com mais de 60 anos, mostrando que o esporte é para todos. A principal vitória acontece quando o atleta supera seus próprios desafios. As artes marciais ensinam disciplina, respeito, autocontrole e perseverança”, destacou.O secretário municipal de Cultura, Esporte e Lazer, Cristiano Lobo, ressaltou a importância de iniciativas que incentivem a prática esportiva e contribuam para a formação dos atletas.“Eventos como este fortalecem as modalidades esportivas, estimulam a participação da juventude e contribuem para a formação de cidadãos. É gratificante ver tantas famílias envolvidas e atletas representando suas academias com dedicação e espírito esportivo”, afirmou.Karatê como instrumento de formaçãoEntre os participantes esteve Alice Oliveira, de 9 anos, que começou a praticar karatê aos cinco anos e já acumula resultados expressivos, como o título da Copa do Brasil e os vice-campeonatos brasileiro e baiano.A jovem conta que escolheu o karatê depois de praticar balé e que hoje gosta de participar das competições, apesar da emoção antes das lutas. “Eu comecei a treinar karatê aos cinco anos. Antes eu fazia balé, mas não queria mais fazer. Aí pedi para meu pai me colocar no karatê e comecei a gostar. Eu gosto de competir. Às vezes fico emocionada, mas gosto de lutar. O karatê me ensinou a respeitar os outros”, contou.A mãe da atleta, Juliana Oliveira, destaca as mudanças percebidas na filha desde o início dos treinos.“O karatê ajudou muito no desenvolvimento da Alice. Melhorou a disciplina na escola, o comportamento e a forma como ela se relaciona com outras pessoas. Ela aprendeu a dividir, a ter mais empatia e, acima de tudo, a respeitar. Isso é algo que ela leva para todos os lugares”, relatou.Responsável pela formação de Alice e de outros atletas, o sensei Bruce Costa levou mais de 60 competidores para o campeonato. Para ele, o trabalho desenvolvido nas academias vai além dos resultados dentro do tatame.“É muito gratificante ver essa garotada crescendo. Alguns atletas começaram comigo aos cinco anos e hoje estão fazendo faculdade, são faixas-pretas e seguindo suas vidas. Nosso objetivo não é apenas formar atletas, mas formar verdadeiros campeões dentro e fora do tatame”, destacou.A competição reforçou o papel das artes marciais como ferramenta de inclusão, disciplina e desenvolvimento humano, reunindo diferentes gerações em um ambiente de convivência, aprendizado e superação.









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