

Os adolescentes discutiram como o racismo e as mudanças climáticas estão relacionados
A Comissão Intersetorial do Selo Unicef, por meio do Núcleo de Cidadania de Adolescentes (Nuca), promoveu, na quarta-feira (18), uma roda de conversa para discutir racismo ambiental. A atividade aconteceu no Centro de Referência de Assistência Social (Cras) Bruno Bacelar e contou com a participação das equipes da unidade e da Coordenação de Promoção de Políticas de Igualdade Racial.
A mobilizadora do Nuca, Laís Senna, explicou que a ação segue o cronograma de atividades previstas no Plano de Participação Cidadã de Adolescentes (PPCA) e tem como objetivo estimular o debate de temas relacionados ao racismo, reforçando o protagonismo dos adolescentes nessas discussões. “É fundamental que eles compreendam como as injustiças sociais e ambientais impactam as comunidades marginalizadas, em especial as comunidades negras e indígenas do município. O debate visa estimular a reflexão sobre a realidade do racismo ambiental e seus efeitos na saúde, segurança e bem-estar. Após esta etapa, serão desenvolvidas atividades nos territórios e ações práticas para informar e conscientizar a população sobre a importância de combater o racismo ambiental, por meio de iniciativas concretas”, afirmou Laís.
A roda de conversa foi conduzida pelas técnicas da Coordenação de Promoção da Igualdade Racial, Alenice Nunes e Denise Ventura. Durante a atividade, Denise destacou as desigualdades presentes nos territórios e a necessidade de refletir sobre essas diferenças. “Quando observamos as cidades, percebemos que existem bairros que recebem mais cuidado, com limpeza regular, espaços bem conservados e coleta de lixo adequada. Em outros, principalmente nas áreas periféricas, a realidade é diferente, com acúmulo de lixo, terrenos abandonados e maior presença de vetores de doenças. Isso nos faz refletir sobre por que esses territórios não recebem o mesmo nível de atenção e quais fatores estão por trás dessas desigualdades. O racismo ambiental nos convida justamente a pensar sobre essas diferenças e a entender que todos têm direito a viver em um ambiente saudável”, explicou.
Ao final do encontro, os adolescentes receberam bonecas abayomi confeccionadas pela equipe da Coordenação de Promoção da Igualdade Racial. O adolescente Davi Almeida, de 14 anos, participou da atividade e destacou a importância do tema. “Foi um momento muito importante, porque a gente aprende a cuidar melhor do meio ambiente e também a entender como isso está ligado à vida das pessoas. Acho que nós, adolescentes do Nuca, podemos nos mobilizar mais, conversar com outras pessoas e até fazer campanhas para incentivar o cuidado com o meio ambiente”, afirmou Davi.
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